Governança Corporativa: Como ela se aplica na sua indústria?

Governança Corporativa: Como ela se aplica na sua indústria?

Por Claudia Hausner Governança abrange as esferas de liderança das empresas, suas políticas, seus alinhamentos com os objetivos macro, define controles que levem a melhores resultados e longevidade, define de papéis e responsabilidade, analisa riscos, otimiza a estrutura organizacional, estabelece a cultura da empresa, defende a ética e princípios (código de ética), propões e avalia as estratégias de investimento, se responsabiliza pelos alinhamentos entre diversos stakeholders (partes com as quais a empresa de relaciona), de apoia em colegiados de tomada de decisão, que tanto podem ser grupos de trabalho, comitês e idealmente deveria constituir conselhos de administração ou conselhos consultivos para fortalecimento dos negócios e posicionamento estratégico e de mercado da empresa.

O papel da Governança é, a partir da definição de objetivos macros e de indicadores que são acompanhados, combinando conhecimento, cultura, e gestão de risco melhorar resultados, potencializar a construção de valor da empresa e obter crescimento e participação de mercado responsáveis. Na prática apresentas as regras do jogo em uma organização que quer ser vencedora. Governança Corporativa é um sistema de gestão relativamente recente no mundo e no Brasil, e melhores práticas de Governança Corporativa surgiu como pauta mais forte depois dos escândalos de auditoria (caso Enron, 2001, nos EUA, fraude dos seus balanços).
O Código de Melhores Práticas de Governança Corporativa no Brasil deve ser atribuído ao IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) que o lançou em 1999 e que o pautou em quatro princípios: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. O Código traz 58 fundamentos. Em 2003, como consequência dos escândalos da Enron (já mencionado acima), WorldCom e Xerox nos EUA, o modelo existente de escriturações contábeis e de governança corporativa foi questionado e surgiu a Lei Sarbanes-Oxley tentou, então, corrigir as falhas através de mais rigor nas apresentações de balanço, demonstrações de resultados e notas explicativas, e Governança na primeira década dos anos 2000 significa controle em excesso, rigidez nas tomadas de decisão e olhar para o retrovisor.

Com a pressão do mundo em plena expansão tecnológica, e o mundo das start-ups (nova economia) o olhar para dados históricos e acompanhamento do passado as Melhores Práticas de Governança Corporativa começaram a ser questionadas tanto em termos de que tipo de reais resultados estaria trazendo, custo-benefício, e o engessamento das empresas.

Apesar de as práticas dos códigos poderem servir como um “modelo ideal” de governança, agora faz-se necessário definir um modelo que faça sentido para a empresa, de acordo com seu modelo de negócios (tipo de indústria), cultura existente. Ou seja, buscar a essência da Governança Corporativa que tem como propósito a construção de valor da empresa, perpetuidade, conseguir ser agil face as pressões do mundo atual.

Muito se fala em compliance, que significa manter a empresa atuando em conformidade com a lei e protegida de ações de má-fé praticadas por colaboradores ou grupos que se relacionam diretamente com o negócio (como fornecedores e terceirizados). Compliance, de maneira simplificada pode ser compreendido como “conformidade”. O objetivo final do compliance é evitar desvios éticos, ameaças e inconformidades na atividade corporativa.

Atua em três importantes frentes para o negócio: na análise de riscos operacionais que envolvem a atividade, como acidentes de trabalho e danos ambientais; na prevenção de fraudes a fim de evitar casos de corrupção ou má conduta; e, no monitoramento da segurança da informação, cujo objetivo é impedir o vazamento de informações sigilosas. O compliance esta geralmente diretamente ligado a existência de um Código de Ètica ou Conduta, e é um pedaço da Governança Corporativa.

Quando algo ocorre que fere o Código de Ética, a empresa a partir de mecanismos definidos faz uma investigação (due dilligence) e assim a partir de um Comitê de Ética entende a real situação e toma as devidas providências.

Como o objetivo da Governança Corporativa é construção de valor, as empresas que a adotam de forma estruturada e bem pensada conseguem se posicionar melhor no mercado e ter resultados melhores (lucratividade, potencialização de posicionamento de mercado, menos perdas devido a matrizes de riscos, crescimento do seu valor (valuation)).

A Governança Corporativa, por normalmente aumentar os colegiados que discutem os temas relevantes e a tomada de decisão é compartilhada, há maior conforto e eficiência quando se tem que lidar com situações adversas ou situações de definição de futuro (estratégias de investimento).

Claudia Hausner é Conselheira de Administração, Conselheira Consultiva, Conselheira TrendsInnovation com foco em visão de futuro e construção de valor, orientando líderes e gestores. Forte background em finanças (mercado de capitais), M&A e valuation. Traz maturidade e qualidade para o trabalho da organização, foca na diretriz, e potencializa a longevidade exitosa das empresas. Empreendedora. Socia fundadora da HH Inteligencia, A HH foca seus serviços de consultoria em: construção de valor, soluções financeiras, valuation, plano de negócios (também para start-ups), transformação digital e gestão de alto impacto para empresas com desejo de reposicionamento, perpetuidade e prosperidade. Business Developer de um fundo de venture capital americano. Quando executiva dentro do setor financeiro foi C-Level e desenvolveu ampla experiencia em mercado de capitais tendo atuado principalmente em bancos de investimento

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