O poder das perguntas

O poder das perguntas

Por Regina Campilongo

Em uma era onde a informação é de domínio público, o talento não está em ter todas as respostas e sim, em saber estruturar boas perguntas.

“Se eu tivesse uma hora pra resolver um problema e minha vida dependesse dessa solução, eu passaria 55 minutos definindo a pergunta certa a se fazer” foi o que disse Einstein ao ser provocado para dar rápidas respostas.

Durante a guerra mundial, Ford moveu uma ação contra o Chicago Tribune, acusando-o de haver publicado um artigo com alusões ofensivas, um dos quais dizia que ele era um pacifista ignorante.

Quando a ação chegou ao tribunal, os advogados tentaram provar por meio do próprio Ford o que havia sido escrito. Uma das perguntas formuladas foi: -“Quantos soldados a Inglaterra mandou para vencer a rebelião das Colônias em 1776?”

Com ar de desprezo, Ford respondeu: -“Não sei exatamente o número enviado, mas ouvi dizer que foi enviado um número muito maior do que o número dos que voltaram.”  Uma gargalhada geral contagiou a sala.

A série de perguntas prosseguiu por mais de uma hora e finalmente, quando já cansado de tantas perguntas, Ford levantou, apontou o dedo para o advogado que o interrogava e disse: -“Se eu pretendesse responder a pergunta idiota que o senhor acaba de fazer, ou a qualquer outra das que já fez, eu apertaria um, da série de botões que estão sobre a minha mesa e chamaria homens que poderiam me dar uma resposta correta à todas as perguntas que os senhores não tem inteligência para formular e nem teriam para responder. Por que encheria minha cabeça com uma série de detalhes inúteis quando tenho em torno de mim, homens capazes que podem me apresentar todos os fatos de que necessito? – Napoleon Hill em A lei do triunfo.

Qual o objetivo a ser alcançado com a pergunta feita? De que forma a pergunta estimulou e envolveu o interlocutor. Estas são perguntas relevantes que o ajudarão a validar a qualidade de suas perguntas.

Já observou que quando não temos claro o objetivo de uma: conversa facilmente somos levados pelo objetivo do outro e normalmente não apresentamos perguntas, somente damos respostas? E que quando o outro não se envolve com o que estamos perguntando o que ouvimos não agrega nenhum valor?

Aproveite para definir o que deseja alcançar e as respostas que deseja obter durante suas interações e valide o resultado.

Regina Campilongo – Sócia-fundadora da Moving Forward – Heads, professora, designer e facilitadora de programas de treinamentos comportamentais organizacionais, mentora estratégica ágil, Conselheira TrendsInnovation, Master IE.

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