Conselho de Família, Conselho Consultivo e Conselho Administrativo: entenda como funcionam e as diferenças entre eles

Conselho de Família, Conselho Consultivo e Conselho Administrativo: entenda como funcionam e as diferenças entre eles

Por Leandro Herculano (Conselheiro TrendsInnovation)

Dicas para empresários que querem formar um Conselho e para aqueles que estão em
busca de informações para compreender qual é o Conselho ideal para o seu negócio.

Um Conselho de Família tem como finalidade incentivar a comunicação e a harmonia entre os membros da família empresária, apoiando na tomada de decisão, promovendo a transparência das informações e mediando possíveis conflitos sobre que caminhos tomar para o crescimento e perenidade dos negócios. Em empresas de pequeno e médio portes, estes conselhos acabam também fazendo o papel de conselho de administração, principalmente quando encontramos familiares em posições executivas.

Já um Conselho Consultivo reúne/contrata Conselheiros profissionais com experiências, habilidades e competências em determinados segmentos, em muitos casos complementares aos sócios, a fim de garantir as boas práticas de governança e para apoiar discussões estratégicas para tomada de decisão. Importante destacar que, neste caso, o Conselho Consultivo funciona para consulta e não tem ação ou função deliberativa.

Agora, um Conselhos de Administração é um órgão colegiado e deliberativo, sendo responsável pelas decisões, representando diretamente a vontade dos acionistas. Exerce o papel de conectar os sócios e os diretores com funções executivas, sendo também responsável por orientar e manter os valores e propósitos organizacionais, além de zelar pela governança.

Pequenas e médias empresas podem se beneficiar de Conselho Familiar Independentemente do tamanho da empresa e da família, a minha primeira orientação é
que se implantem algumas boas práticas para garantir que as reuniões dos conselhos aconteçam, sem perder o foco nesse processo. São elas: Data e periodicidade previamente acordadas, distribuição prévia de material, pauta, convocações, atas com as decisões e orientações. É ideal, inclusive, ter um secretário treinado para fazer com que tudo isso aconteça com qualidade.

Outra dica é que, principalmente para Conselhos de Família, é fundamental separar a gestão do patrimônio da família do patrimônio da empresa. Infelizmente, muitos empresários utilizam da estrutura das organizações para resolver questões pessoais, o que no longo prazo acaba gerando desconfortos entre os sócios.
A terceira dica é investir no plano de sucessão e gestão de talentos. Algo que a pandemia mostrou é que não existe ninguém eterno e ter um plano para contingências, com equipe boa preparada para assumir em caso de qualquer crise é fundamental. Como estamos tratando de pequenas e médias empresas, com posições executivas sendo ocupadas por familiares, essa questão é ainda mais importante, com desenho de cargos e salários e plano de desenvolvimento acordados entre os sócios. O fato de ser um familiar não deveria ser o suficiente para entrar na operação, sendo interessante que todos passem por
assessment, além de terem planos de desenvolvimento de habilidades e competências alinhados com as funções pretendidas, principalmente os sucessores. Os planos de sucessão, além do mapeamento de talentos, devem ser discutidos de forma clara e aberta, principalmente se avaliarmos a possível substituição do CEO em momentos de crise e seu papel para garantir a execução da estratégia e o direcionamento da cultura organizacional.

Quarta dica: inclua as questões ligadas à cibersegurança e governança de dados como pauta fixa nas discussões do Conselho, além do cumprimento da LGPD em si. Durante a pandemia, a maior parte das empresas renunciou a protocolos de segurança em prol de contingências para manter os negócios rodando no home-office, tanto com informações estratégicas, até mesmo dados de clientes, troca de arquivos com fornecedores, entre outros. Desse modo, será possível se prevenir contra os hackers, evitando riscos financeiros e a imagem do negócio.

Finalmente, sugiro apoio total às discussões sobre inovação. Como Conselheiro TrendsInnovation, creio que deve ser uma pauta fixa em reuniões de Conselho, com compartilhamento de tendências e novos negócios, de forma estruturada. E mais: empresas financeiramente saudáveis devem incentivar e investir em inovação e novos negócios de forma sistemática.

Sobre Leandro Herculano
É Conselheiro TrendsInnovation. Possui 20 anos de experiência em altos cargos executivos e formações de elite nas áreas de gestão estratégica de negócios e liderança, com forte experiência em inovação, integralidade de equipes e a construção de Marca Pessoal para lideranças. Como mentor, palestrante e professor desenvolvo principalmente os temas: Marca Pessoal; Liderança Evolutiva; Personal Branding; Vendas e Negociação; Jornadas de aprendizagem e Formação de equipes de alta performance.

Sobre a Conselheiros TrendsInnovation do Brasil
É uma organização formada por Conselheiros generalistas e com visão de futuro, inovação e tendências, com o objetivo de apresentar Conselheiros a empresas que precisam de Conselheiros para complementar seu quadro de Conselho ou que estejam em fase de criação de Conselho; ou ainda a empresas familiares que buscam implantar governança em sua gestão e anseiam por tornar seus negócios mais sustentáveis, inclusivos, éticos, digitais e perenes. Os Conselheiros TrendsInnovation trabalham em Conselhos Administrativos e Consultivos, comitês temáticos e têm amplo conhecimento em RH, governança corporativa, compliance, finanças, transformação digital, ESG, entre outros temas.

 

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